domingo, 14 de Março de 2010

Quem foi D. Pedro I?

D. Pedro I, “o Justiceiro” ou “o Cruel”, filho de D. Afonso IV e de D. Beatriz de Castela, nasceu em Coimbra a 8 de Abril de 1320 e foi o oitavo rei de Portugal, sucedendo a seu pai em 1357.

D. Pedro casou com D. Branca de Castela, filha do rei de Castela, com apenas oito anos, mas acabou por desistir deste casamento pois a menina sofria de uma doença grave e em 1336, volta a casar, desta vez com D. Constança Manuel, filha de D. João Manuel e de D. Constança de Aragão, em 1340.

No séquito de D. Constança veio para Portugal D. Inês de Castro, por quem D. Pedro se apaixona e de quem teve quatro filhos, com ela protagonizando uma dos mais belos romances da nossa História.

Depois da morte de D. Inês de Castro, a mando de seu pai, D. Pedro revoltou-se contra este e invadiu e destruiu terras a norte do Douro não conseguindo entrar apenas no Porto. A paz é restabelecida no mês de Agosto de 1355 em Canaveses com a ajuda de D. Beatriz que serviu de medianeira, entre o rei e o seu filho, até os conseguir reconciliar. Desde logo D. Afonso chama D. Pedro a participar no poder e D. Pedro promete perdão a todos os que ajudaram na morte da sua amada. Após a morte de seu pai é aclamado rei de Portugal, em 28 de Maio de 1357, com 37 anos de idade.

Apesar da paz assinada com seu pai, D. Pedro I nunca perdoou aos executores da sentença de D. Inês de Castro e prendeu os três fidalgos. Embora um deles tivesse conseguido escapar, os outros dois assassinos foram torturados e por fim queimados depois de o próprio rei D. Pedro I lhes ter arrancado o coração, a um pelo peito e ao outro pelas costas.

D. Pedro I provou ter casado com D. Inês de Castro procurando dar legitimidade aos filhos que teve com ela e impôs que a reconhecessem como rainha de Portugal apesar de morta.

Em 1360 mandou fazer dois túmulos onde se encontram os seus restos mortais em frente dos de D. Inês de Castro na capela-mor da igreja do mosteiro de Alcobaça.

D. Pedro I acabou por morrer, em Estremoz, a 18 de Janeiro de 1367 após o seu curto reinado de dez anos, num período pacífico, em que se gozou os bens abundantes que o país ia produzindo sem qualquer sobressalto.

A descrição dos biógrafos afirma que D. Pedro era:

“Grande de corpo, e de fermosa presença, […] a bocca teve grande, e engraçada, e o rosto algum tanto largo, mas bem corado. Era muito gago na falla, e bem atentado em suas respostas […] de sua propria, e natural inclinação rigoroso, e mui amigo de executar a pena das leis sem misericordia […] amicíssimo de danças, e folias Portuguezas […]. Deleitava-se com musica de trombetas, e as tinha de prata […]”


Fontes:

De Sousa, Manuel. Reis e Rainhas de Portugal. Sporpress, Mem-Martins. pp. 55, 56.

Alçada, Isabel et al. História de Portugal - Tempos de Revolução. Vol. III. Caminho, Lisboa, 1995. pp. 17-25

URL:http://www.escolavirtual.pt

2 comentários:

Mel' disse...

Muito bem escrito e super explicíto. Continuem que estou a dar este episódio nos Lusíadas.
Está mesmo bem explicada. Parecia que estava numa aula de português mas não estava prestes a adormecer.
Boa sorte, keep going, beijinhos :]

HC disse...

ola.. está um blogue muito interessante.. tambem estou a dar isso nas aulas de portugues.. e realmente aquilo é mesmo para dormir :D
beijinhos ^^